Modelos de Proteção na Adolescência é tema do TeenAge Talk do mês

Por Lais Carvalho

O segundo TeenAge Talk do semestre foi voltado aos Modelos de Proteção na Adolescência, ou seja, em quais comportamentos de risco eles se colocam e como ajudá-los.

A médica Ana Cecília Marques, palestrante escolhida, é psiquiatra, doutora em Neurociências pela UNIFESP e especialista em Saúde Pública e Saúde Mental pela UNESP. Ana Cecília atua na Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas e na Associação Brasileira de Psiquiatria. Coordena um Programa Municipal de Políticas de Drogas e trabalha em projetos de prevenção a comportamentos de risco em escolas públicas e privadas.

A palestrante iniciou a conversa pontuando que na adolescência (a partir dos 12 anos),  abre-se uma nova janela de oportunidades para o desenvolvimento do cérebro e para a formação das redes neurais, mas que o desenvolvimento não termina antes dos 22/23 anos. Famílias, escolas e sociedade, não podem desperdiçar a chance de proteger os jovens neste processo, tendo em vista que o cérebro jovem não tem autonomia para fazer avaliações críticas.

É na adolescência também que eles podem desenvolver de pequenas síndromes a grandes transtornos e o jovem precisa contar com a família para ser protegido, ter uma alimentação saudável, horas de sono suficientes e limites.

Ana Cecília abordou também a questão da pressão do grupo escolar e do quanto o apoio mútuo das famílias neste processo é fundamental. Uma conversa aberta e franca sem julgamentos sobre valores pode ajudar. Falas como: “Haverá uma festa na sua casa. Você pretende oferecer bebida?” e até conversas sobre o pós encontro: “Minha filha chegou esquisita. E a sua?”, são exemplos de possíveis diálogos colaborativos.

Os adolescentes fazem parte de um grupo unido e organizado e as famílias podem e devem se aliar, pois somente assim poderão entender e auxiliar seus filhos. A punição deve ser deixada de lado e o adolescente precisa ter segurança de que poderá contar com seus responsáveis para ajudá-lo quando houver algum problema.

Após conversar com as famílias, a médica também dialogou com alunos de 8º ano e 9º ano (Y8 e Y9) e desfez alguns estigmas sobre o quanto algumas drogas lícitas podem fazer mal, os componentes das mesmas e as consequências e também fez os adolescentes refletirem sobre a quem e como pedir ajuda.

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